Publicações suspensas

Fogão a lenha

de Bruno Scuissiatto

A mãe chutava galinhas – porra. Sem a carne na panela, nada feito. Os mimados enteados brincando no pasto dos cavalos. Pegassem um livro, melhor até mesmo para aprender a namorar.

O estado de dormir sobre a mão, esquecendo de escovar os dentes – culpa do patrão enclausurado na sorte de quem manda. O fejão com arroiz, nada melhor contrariar a gramática sem pensar nela, apenas o estômago reclamante.

Carne?

Não.

A mãe volta – a lazarenta não morreu.

Todos pedem benção. O almoço é colocado na mesa, eles almoçando juntos pela primeira vez em dez anos. A invasão de pastos, os já não meninos comentam.